É hora de dizer adeus
Seu trisal favorito está indo embora
Olá, eu sou a Maria e você está no Marverso!
Como dizia o Projota, “foi bom enquanto durou. E durou enquanto tava sendo bom. Mas acabou. Desculpa aí, mas acabou”.
A partir do dia 08/01/2026, seu trisal favorito não estará mais na Amazon.
Não aprendi dizer adeus
É com muita dor e sofrimento que anuncio a retirada do conto Mas… e se? E não, ele não vai voltar.
Essa é uma decisão que já adiei mais de uma vez e talvez seja a maior loucura que já cometi nesses 8 anos de carreira. São 2051 classificações, 192 avaliações com texto, e tudo será perdido.
Foram 6 anos de história e fazendo história.
Mas… e se? é o conto que abria a minha coleção Clichês em rosa, roxo e azul. Foi ele que iniciou a minha loucura de publicar um conto por mês na Amazon, lá em 2020, o que acabou abrindo várias portas para mim.
Ele nasceu de uma vontade que eu tinha de mudar a história original, de seguir pelo caminho que sempre quis seguir, mas tinha medo.
É o final que nós todos queremos, Elana!
Como eu disse na Newsletter passada, a história de Cris, Henrique e Pedro não surgiu em Mas… e se? Na verdade, ela nasceu primeiro como um romance de formação chamado As razões de Cris.
Então, em 2017, surgiu na minha cabeça a história desse cantor sertanejo passando pelo pior momento de sua carreira e decidindo contar sua história para um jornalista. Essa ideia também não estava evoluindo dentro da minha cabeça, não cheguei nem a colocá-la do papel...
Até que ela surgiu.
Ela que é a coluna vertebral de tudo o que escrevi desde então, a esplendorosa Cris Souza.
O que ela tinha para me dizer surgiu como mágica na minha cabeça, e precisei sair correndo do banheiro e digitar. Era o destino. Era o começo de tudo.
As razões de Cris nasceu assim, e abriu as portas para absolutamente todo o resto da minha carreira. Tudo existe, porque ela existe.
A Cris me apresentou o Henrique e o Henrique me apresentou a bissexualidade. Foi escrevendo ele que aprendi sobre mim mesma, que percebi que minha visão de mundo era, e sempre tinha sido, extremamente bissexual. Escrever o Henrique foi catártico, quase que autobiográfico, e abriu mais do que os meus olhos, mas também as portas para a literatura LGBTQIAP+.
E a literatura LGBTQIAP+ me deu tudo o que eu tenho hoje.
As razões de Cris
As razões de Cris contava a história de uma garota negra e gorda que, quando criança, conhecia Pedro, um garoto gordo e tímido, e os dois ficavam amigos, enfrentando juntos o bullying na escola e se apaixonando um pelo outro. Mas algo acontecia e eles acabavam se separando, e Cris tinha que ver seu melhor amigo de infância se transformando em um dos cantores sertanejos mais famosos do Brasil.
Na história original, ela se apaixonava pelo Henrique e se casava com ele, tudo isso enquanto planejava uma vingança. E, nessa versão, o Henrique virava camisa da saudade e partia o coração não apenas da Cris, mas de absolutamente todos os leitores do livro.
Meu desejo inicial sempre foi que o Henrique vivesse e os três virassem um trisal. A história até brinca com isso. Mas lá em 2017, eu ainda não tinha coragem de escrever um romance tão fora do padrão assim. Ainda hoje é difícil falar sobre relacionamentos não monogâmicos sem ter uma legião de pessoas enchendo o saco e deslegitimando esse tipo de relação.
Felizmente, evoluí como pessoa e escritora, me tornei mais cara de pau, e decidi que queria outro final para aquela história. O final que sempre quis, mas tive medo de escrever. Foi assim que surgiu Mas… e se? e eu me orgulho muito disso.
Então por que o conto está saindo do ar, Maria?
Porque essa não é mais a história que quero contar.
E isso é tudo o que vou dizer.
Aproveita que ainda dá tempo de ler. Nos dias 06 e 07/01, ele estará de graça na Amazon, como despedida. Faça sua maratona e vai lá conhecer esses três lindos. Tenho certeza que você vai amá-los.
Ah, e já que estamos falando sobre os dias 06 e 07, outros livros também estarão de graça ou em promoção para comemorar meu aniversário, que é dia 08. E no próprio dia 08 teremos uma grande surpresa aqui na Newsletter, então, fica de olho para não perder.
Com amor,
Mar







Foi lendo os clichês, no conto do Henrique que me entende bissexual. Tenho um amor gigante por esse trisal e espero que a história que você quer contar seja tão incrível quanto esse conto é todo o universo do desse trisal que você trouxe pra gente.
💔